Em uma janela suja, de um ônibus desconfortável, observava as pessoas do lado de fora dando seus passos, uns lentos demais, outros rápidos demais, outros com dificuldades, umas pessoas com pesos, outros com nada na mão, mas todas com algo em comum, o tempo, a pressa, um destino.
Elas não olham para o lado, sempre para baixo, com livros, celulares, cansados, seja qual for o motivo, estão olhando para baixo.
Quando que iremos aprender a olhar em volta? Quando iremos aprender a olhar para o céu? Quando iremos aprender a ouvir o canto dos pássaros no meio de tamanha imensidão dos barulhos de motores, buzinas e conversas?
Isso me fez pensar em uma coisa.
Normalmente pedimos muito em oração, e mesmo em oração estamos no "barulho" do nosso coração, barulho da nossa alma, pois poucos são aqueles que conseguem se silenciar.
E mesmo assim estamos sempre cobrando respostas, mas será que a resposta já não foi fornecida?
E se por um instante do nosso dia escultássemos apenas a batida cardíaca do nosso coração e nossa respiração?
Sera que mesmo assim não encontraríamos as respostas?
A uma música que diz mais ou menos assim "(...)é só orando que eu encontro paz(...) acalma o meu coração (...)" e que seja essa a nossa prece nesse momento.
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